Vi-me então, comprometida num passeio longo

Em passos largos marcando lento o presente inacabado

Tolerando e compreendendo, por vezes adorando

Num despertar de expressões fuleiras

compenetrada num passo meu ritmado

Fluíndo entre  janelas de fachadas, e portões fechados

Entreabrindo as portadas e levantando as cortinas

dos pensamentos mais distantes,

e dos orações alheios de labaredas quentes, repentinas

 

Foge, dizem-me vozes ondulantes

A oportunidade pode ser feita, e alterada

Espera dizem-me risos cintilantes

Fugir não adianta, é como levantar poeira

Vou-me esquecendo das solas dos sapatos e dos saltos

Vou-me revendo entre as pedras da calçada

esquecendo de erguer olhar ao céu

esquecendo que aquilo procuro ao longe

existe aqui e é meu.

 

Fossem os meus, os teus olhares mais altos

Talvez abrissem os portões e levantassem as cortinas,

Almas vencidas soltassem labaredas repentinas

A amargura transformada  e doçura

e as faces mais satisfeitas dos que amo

Ai! Quem me dera deixar de ouvir suspiros

Zumbidos ondulantes que me gritam foge

Ouvisse apenas risos cintilantes.

Fugir não adianta, é como levantar poeira

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