Na sombra de alguém que se afasta sorrateiro estremece o ar e o olhar. treme a mão que paga, com a moeda só do mealheiro. Escorrem pelos rochedos, as sombras dos segredos embaraçando meus e outros medos, Tingem a transparência fugaz da onda que não vai voltar atrás. Em linhas soltas que reúnem espaços, cruzam-se braços Quebra-se a cúpula rachada. Rasgam-se laços. Espalham-se os estilhaços da infância no fundo da camada. E ressoando em vazio nenhum o meu desejo imaginado erguem-se escadas. Reluzem em realidades inventadas, pintam-se horizontes sem negrume. Há ondas arrebatadoras lá ao fundo, há patamares movediços e labirintos de cristal. Rebenta uma onda no rochedo, enche o ar de água fria. Interrompendo a brisa leve da loucura. Do escuro surge uma mão que me procura.

 

 

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s