Publicado por: almofadas | Setembro 11, 2011

o cheiro do tempo

Chegava-me o cheiro do Tempo outra vez

Das folhas da secas que estalavam debaixo do sapato, na calçada

Enquanto eu subia a mesma rua mas numa nova madrugada

Abria-se a porta e contemplava-se a escada.

Que entre sombras me entoava uma velha melodia

Cheirava-se café no ar

Sentia-se a vida a passar como a tempestade

Veloz, intensa, quase sem dar a opotunidade

De perceber a direcção do vento

Sem oferecer a possibilidade de parar

Ou refazer algum momento.

Viver era subir cada degrau daquela escada.

E contemplar a jovem luz,  pela janela do primeiro patamar

Os próximos talvez fossem altos demais, difíceis de alcançar

E no entanto quando dei por mim já estava no terceiro andar

Lá da janela via folhas a dançar e voar levadas na paixão do vento

E mais um dia veio, p’ra ficar um dia.

Um longo dia, um dia tão fugaz na cor dos outros dias.

Eis que o o peito explode de alegria.

Somam-se os anos de magia à brisa matinal

Tão confortavelmente fria

E o correr do tempo me parece simplesmente genial

Abrem-se as mãos pr’a receber

Que a vida passa a correr

Como quando eu corro atrasada p’ró trabalho

Rua abaixo, marcando ritmo, de sola rija na calçada

Há tanto por acontecer…

Eu não resisto à vontade de agarrar

A alma quer sentir, o corpo quer andar.

Ainda antes de adormecer.

 

 

 

 

 

 


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