Publicado por: almofadas | Setembro 20, 2012

A vida leva-me p’la noite fora

Abri cautelosamente uma pequena janela, e desci até ao solo por um tubo de escoamento, pela parede. Esta jogada já tiha sido planeada, pensada e repensada vista e revista. Depois mantendo-me bem encostada à parede do angar, caminhei lentamente, até acabar a parede, olhava atentamente em todas as direções, nõa se via ninguém, não se ouviam vozes. corri dpressa até à sombra de uma cerejeira que crescia junto ao muro, trepei a árvore, e saltei para a estrada do outro  lado. Acabou pensava eu caminhando mais uma vez na minha vida pela estrada de alcatrão iluminada à luz da meia lua.

mesmo que o fim

seja só p’ra mim

quero conhecer

tudo que não vi

terras distantes, ondas no mar

sombras andantes

vento a soprar

quero conhecer-te

e saber quem és

não te vou esconder

não te vou contar

tu vais perceber

a vida leva-me p’la noite fora

a vida leva-me p’la noite fora

chegou a hora, chegou a hora

a vida leva-me p’la noite fora

mesmo que depois

não souber olhar

quero te dizer

o que só eu sei

leve e belo, paira no ar

tu sabes vê-lo

sabes escutar

quero que me vejas

que saibas quem sou

não me vou esconder

sabes onde estou

tu vais perceber

a vida leva-me p’la noite fora

a vida leva-me p’la noite fora

chegou a hora, chegou a hora

a vida leva-me p’la noite fora

a vida leva-me p’la noite fora

a vida leva-me p’la noite fora

chegou a hora, chegou a hora

a vida leva-me p’la noite fora

a vida leva-me p’la noite fora

a vida leva-me p’la noite fora

No entanto, aquilo que eu esperava ser uma libertação, seguio-me numa emaranhado de fragmentos. A estação deserta, com cinco plataformas alinhadas. começava a chegar os comboios com o nascer do sol, comboios de vagões de carga e cisternas ocupavam as plataformas uma a uma e entre eles eu via chegar a serpente de vagões de passageiros, com as suas janelinhas e cortinados. Eu não estava na plataforma certa, tentava passar as os compostos de vagões industriais entravam em marcha eu não conseguia passar. Corria pela linha férrea para alcançar o comboio que se afastava lentamente da estação de dois em dois paralelos saltava eu, parecia uma rena talvez, a correr entre os arbustos. Numa confusão de túneis e escadarias eu não sabia encontrar a saida. Num cruzamento movimentado os carros apitavam e seguiam, e eu não me lembrava onde era a biblioteca. Queria-me sentar num banco de jardim, para descansar, pensar, e passar o tempo, mas não havia nenhum jardim. Então eu caminhava por ruas aos encontrões com pessoas apressadas, passando por vitrinas que não vendiam nada que interessasse.

 

 


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