Publicado por: almofadas | Abril 13, 2013

“Carta”

Lamento que não te tenha apanhado aquela chuva de verão

Na noite de Julho na baía do Báltico

Não viste tu a magia destas linhas

A onda que é agradável ao toque da mão

A areia pela qual estão pedras espalhadas

Paisagem que não muda aqui há séculos

Lamento que não voltaremos a apanhar o comboio

Que vai passar, aquele comboio de hora a hora

Pela seta do qual nos atrai o polo

Que não se verá reflectida a festa

Na janela onde mudam constantemente as imagens

E não acordaremos pela manhã abraçados.

Tarde à noite, depois de todas as vírgulas

Cheguei por fim ao ponto final

Morada, correio, não te preocupes

Eu não te vou dedicar nem mais uma linha

Silenciosos os sons, durante à noite alcançam-me raramente

Dançam as letras, eu escrevo e nunca espero uma resposta

os pensamentos, as rimas

a luz ficou,  ficou o som, o resto apagou-se

Somem-se os números

Eu telefonei apenas para ouvir a voz

O cavaleiro  parou

Parou o cavaleiro o rio ficou apertado no seu leito

A orla da margem

Eu amo sem necessitar do sentimento em troca

Splin – pismo


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