Publicado por: almofadas | Maio 17, 2015

na força viva do acontecer

A tempestade

Imperdoável e distinta

Na força viva do amanhecer

Doou-se à maturidade

Fazendo-se acontecer…

Ela que viu nascer

Deixou de ver continuidade.

E afogou em vinho tinto

E obrigou a esquecer

A fonte do instinto.

A individualidade…

A força de vontade

E o desejo de não a perder

Deixou de existir depois da mocidade

Fazendo-se rever na atualidade

Onde se faz, apenas de fazer

E o querer,

Vai sempre superar a possibilidade

Criando descontinuidade ao anoitecer

Quando o estar não coincide com o ser.

Será que eles não conseguem ver…

No que consiste a liberdade

Sem a prioridade do poder.

Não!

Deve ser  necessário

Olhar a pontualidade

Completamente ao contrário

Sem pontualidade.

Como a tempestade

Ainda antes do amanhecer

Trazendo a calamidade.

Deve ser necessário

Deixar de a temer

Porque senão,

Deve ser impossível

Entender a irmandade

Sem que se leia escravidão!

De forma que, se passe a ser

O Ser, em vez da faculdade,

A substância,

Em vez da substancialidade!

E a vontade passe a ser instinto

E a força passe a ser vontade

E o Instinto passe a ser vento

E vento esse, que se entrelace noutros ventos

E  passe a ser também a tempestade

Que cresce e acontece quando tem vontade!


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