Publicado por: almofadas | Maio 5, 2016

Sabes

caos

Perfeita silhueta, a alça preta, os ombros para trás. Não se tomava por vedeta, calçava os pés de lama. Corriam os dejetos na sarjeta. Cheiro a jasmim, a merda e drama. Caneta, lápis, cambalhota, porta, comporta, cancela e portão. Corpos erguidos, sobre corpos pelo chão, publicidade à vendetta. Volta-se outra vez à mesma treta, entulho nos ouvidos – a razão. A prece, o destino, a promessa. O olho sobre a solidão. Paixão, corrida, pirueta. Um voo sobre a multidão, copos, licores, sons e cores.

Sabes…

Não saberás se nunca fores! Além dos sons, das luzes e das cores, há geradores. E os cheiros serão sempre a merda e a flores. Se a vida fosse apenas um poema, e o corpo viajasse como as imagens do cinema – chegava-se ao fim depressa! Aqui é o caminho que te atravessa. Se não considerares as afirmações que dão valor ao teorema, será difícil entender o resultado do problema. Sabes?  –  Se são os barcos que navegam o canal, e se as letras são impressas no jornal? (Sabes a framboesa e a óleo de bacalhau.)  Sabes! Sabes, se há alguma diferença, entre o início e o final?


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