o trovador

Ele cantava e o seu verso fluía melancólico como um rio turvo. Soando nessa melodia desmanchavam-se os espelhos, em faces e brilhos. O tempo abanava a cabeça. No voo pensativo da coruja, ele era aquele. O que encontrou um caminho qualquer, para as páginas da sabedoria.

Ele cantava e o fogo queimava os seus lábios, a guitarra seca flamejava, e no cheiro da fogueira eu distinguia outras vozes. A noite partia suavemente e com ela partia a sua sombra, ele próprio a largava para que não prendesse os braços. As lágrimas, em gargantilha de âmbar, cintilavam na luz das lanternas como se o alvorecer se erguesse perante a plateia silenciosa.      (Splin)

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