pedras da estrada

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Para que serve o fim, se o caminho é tudo? De que me vale percorrer o mundo se é no coração que está o amor. Estou indignada com o lugar em que me coloquei. Provavelmente toda eu não tenho jeito, mesmo assim tenho direito de viver. Há quem pense que sabe, eu não sei. Há quem precise de se contorcer, para continuar na carruagem! Sem preconceito! Há quem não tenha mesmo, capacidade de ouvir, um mundo mudo, sem fundo. Talvez seja apenas falta de calor. Talvez seja calor a mais! Disseram-me que fiz mal. Queimaram como se fossem labaredas, demais! Foi o que eu memorizei dos versos todos que ouvi. Tornou-se uma praga, a culpa, que sobre o peito carreguei, nojo de mim o tempo todo, nojo de mim. Fazendo o melhor que posso sem parar, com intenção de corrigir, de melhorar. Com medo de passar o tempo em vão, deixei-o devorado pelos lobos da razão. Não desfrutei a emoção, não mereci, pensei. E fracassei. Nem vejo bem o que sobrou de mim. Só quando me encontram e me dizem estás aqui! Porque no fundo até sei, depois de tantos desacatos devo ter ganho algum brilho, como as pedras das cascatas. Gosto de as sentir na mão, quando aquecem. Aquelas, que ficaram torneadas.

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