palavras frias

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Palavras soltas no vazio,

Bonecos abandonados pela casa

Perdendo o interesse de voar sem asas

Caíram sobre o chão do desespero frio

Como a água derramada em cascata

Sobre a rocha dura e gelada.

E não vieram verbos teus ferir-me a alma,

Foi no silêncio que me cortaste a pele macia

E eu apenas observei para onde ias.

Enquanto em mágoa silenciada, me erguia

Do pó, do ar, da água fria

Fico calada e de olhar nos cumes

Distante do teu coração

Sou um carimbo sem papel

Sou um cartaz publicitário colado na fachada

Fora de prazo, assim, vazia, oca,

Por fim, não sirvo para nada, nem para mim.

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