lágrimas

Nas caras de desconhecidos do caminho moram lágrimas minhas soltas. Em cada pensamento, com seu remoinho, largo o vazio às voltas. Quem nem dementes andem as pessoas, aquele olhar magoado e triste, em cada um existe, tão escondido. Em mim o choro é espalhafatoso. Feita cascata escorre pela face a dor. E ultrapassa a vergonha, esquece o amor. Morre aqui quem sonha. Eu choro e fecho os olhos, para que ninguém se oponha. Sinto o horror dos caminhos perdidos, e do preço a pagar pelo tempo que passa, e as forças tão escassas. Por favor, não me canses.

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