Romance

Viktor Tsoy

Tradução por Alice Coelho

Romance

Conto

dedicado à memória

Isto foi no dia 6 de julho, certo?

A. Strindberg

Capitulo 1

Quando tudo estava preparado para o sono, ou seja, os dentes escovados,  as mais indispensáveis partes do corpo limpas e a roupa pousada se forma na cadeira junto à cama, Ele deitou-se sobre o cobertor e começou a observar as imperfeições do teto que há muito precisava de ser pintado. O dia foi relativamente normal: alguns encontros, algumas chávenas de café e as visitas ao final da tarde com uma conversa conversa cheia de moral mas pouco interessante. Ao lembrar-se disso ele torceu um sorriso cético e depois bocejou genuinamente, tapando automaticamente a boca com a mão. em seguida os Seus pensamentos tomaram um rumo mais elevado e subitamente deparou-se com a pergunta colocada a Ele mesmo:

– O que tenho eu?

– Eu tenho um negócio, começou Ele a raciocinar- E tenho pessoas que me ajudam, querendo isso ou não, e pessoas que me incomodam, do mesmo modo querendo isso ou não. Estou-lhes grato e em princípio gero este negócio para elas, mas isso traz-me satisfação e prazer. Será que isso significa existência de uma fronteira entre mim e o mundo? Provavelmente sim, mas a linha dessa harmonia é, mesmo assim, demasiado fina, de outra forma não seria tão penoso acordar pela manhã e os pensamentos sobre a morte e eternidade e sobre a auto-insignificância não me levariam a tão profunda depressão.

No entanto, o único, na Sua opinião, método de atingir uma relação saudável com a morte e eternidade, oferecido pelo Oriente, mesmo assim, não conseguia levantar resposta dentro de Si, pois pressuponha a rejeição dos diversos entertenhementos e prazeres. O simples pensamento sobre esse tema era para Ele demasiado aborrecido. Parecia-lhe insensato dispensar toda a vida , para conseguir alcançar um estado de total indiferença a ela. Em contrapartida, Ele tinha a certeza que rejeitar os prazeres da vida seria uma coisa parva e que os programas espirituais instalados na Sua mente saberiam decifrar o que é bom e o que é mau.

Ele levantou-se sobre os cotovelos e olhou através da janela, as luzes das janelas ainda não apagadas pareceram-lhe cigarros acesos nas mãos dos trabalhadores que seguiam para o turno da noite. Ele imaginou de repente, como eles se amontoam no cruzamento encolhidos de frio, arrancados dos apartamentos quentes, à espera do autocarro de serviço. Teve vontade de fumar. Decidindo que a vontade de fumar era mais forte do que a vontade de continuar ali deitado sem se mexer, levantou-se, vestiu o seu robe velho e gasto e enfiando os pés nas pantufas arrastou-se para a cozinha. Começando a fumar, ele ficou algum tempo sentado de perna cruzada, cerrando os olhos da luz forte, fitando atentamente o fumo do cigarro. Do lado onde colava a mortalha o fumo era ligeiramente amarelado, do outro lado era azulado. Entrelaçando-se o fumo subia lentamente e dispersava-se junto à grelha da ventilação. Aí ele captou-se no pensamento de que há um minuto atrás não pensava absolutamente em nada, estava totalmente absorvido pela visão do fumo que ascendia do cigarro. Ele Riu-se. Provavelmente, nesse imperceptível momento ele encontrava-se realmente em harmonia com o mundo.
Em seguida lembrou-se que precisava de arranjar dinheiro algures e, comprar uns sapatos pouco premiáveis. “Os antigos – pensou de modo prático – aguentam no máximo duas semanas, e a Primavera está quase a chegar”. Acabando de fumar e bocejando novamente, inclinou o corpo para trás, e em consequência disso, no seu peito, um pouco abaixo do mamilo esquerdo formou-se um orifício com um rebordo macio e irregular. Penetrando profundamente e mão ele retirou cuidadosamente o seu coração estava lá dentro imóvel como se estivesse aconchegado num ninho de pássaro. Apalpando-o na sua mão, expirou para a sua superfície lisa e brilhante, abriu a porta do armário da cozinha e atirou-o para o balde do lixo. O coração pousou imóvel, como se fosse cheio de nada e em seguida as paredes do balde começaram a cobrir-se de gelo.
Ele levantou-se e deslizou de volta para o quarto. mesmo antes do orifício no seu peito se cerrar, para o seu interior entrou, clandestinamente, uma pequena borboleta. Antes de adormecer Ele ouviu um despertador a tocar do outro lado da parede.

Acordou pouco tempo depois indisposto, porque no seu cérebro se repetia incomodativo um verso:

Tu, sete, oito

Tu, sete, oito

Levantando-se da cama Ele caminhou cambaleando até à casa de banho, a caminho foi apanhado por um súbito ataque de vómito. Porém a rajada que lhe saía da boca não alcançava o chão. Debruçando-se sobre a borda esmaltada da banheira, enfiou dois dedos na boca e sentiu que debaixo dos seus dedos algo se movia. Desviou abruptamente a mão e em seguida uma infindável quantidade de pequenas borboletas cobriram de tal forma a lâmpada que num minuto ele ficou em total escuridão, onde se ouvia apenas o leve barulho das suas asas, e o cair dos pequenos corpos mortos para o lavatório. Ele conseguiu reparar que as borboletas eram púrpuras como sangue. O verso continuava a soar:

Tu, sete, oito

Tu, sete, oito

Retornando ao quarto ele tirou da gaveta dois revolveres, enfiou os canos nos ouvidos e premiu simultaneamente os gatilhos. Ao cair ele sentiu as balas que colidiram mesmo no centro da sua cabeça, esmagando-se uma contra a outra.

 

Capitulo 2

Ele continuou deitado durante algum tempo, voltando a si. O verso maçande soava cada vez mais baixo e finalmente calou-se. Ele abriu os olhos e olhou para o relógio. Era um quarto para o meio dia, Ele lembrou-se que ao meio dia tinha um encontro com o irmão, que lhe queria apresentar a sua noiva para almoçarem os três num restaurante qualquer. Ele dirigiu-se novamente à casa de banho, as borboletas já não estavam lá. Ele faz a barba impressionado com o desapareceimeto delas, penteou o cabelo e vestindo-se rapidamente saiu à rua. Durante alguns mitutos ele ficou parado olhando para os lados. Estava um comum dia de verão. Alguns chopos empoeirados estavam repletos de pássaros estridentes. Algumas crianças pálidas cavavam concentradas com as suas pás na caixa de areia, nos rebordos de madeira da qual estava escrto

o pior de tudo é ser-se o alvo

numa sessão de tiro com maus atiradores!

As suas mamãs, moles sobre o sol, discutiam preguiçosamente um asunto qualquer, sentadas em linha num banco de jardim pintado recentemente. Ele tomou uma expressão indolentemente convensida e dirigiu-se ao ponto de encontro.

Avistou o irmão ainda de longe. estava parado cusando um engarrafamento no movimento da multidão, e conversava alegremente com uma rapariga baixinha da cabelos claros. Ela ouvia-o atntamente seguindo o seu rosto apaixonada e por vezes acenava com a cabeça. A única coisa distinta que se observava nela era o facto de estar vestida.

– Olá – disse Ele ao aproximar-se.

– Olá – disse o irmão – espera, eu não demoro  nada, – acrescentou ele e espetou uma bofetada na cara da rapariga.

Ela foi projectada aalguns passos e um velho que ia a passar apanhou-a e empurrando-a pelas costas conduziu-a para o carro estacionado ali perto.

– Então resoveste casar-te? – perguntou Ele.

– Ah, não, simplesmente resolvi esperar mais umas semanas. Vamos comer alguma coisa.

Eles calaram-se

A relação com o irmão era complicada, sendo mais velho o irmão tentava de diferentes formas ser protector e em geral parecia ter por ele sentimentos paternais, mas apesar disso estava sempre de acordo com Ele e sem levantar questões era capaz de se lançar atrás Dele para os mais insensatos empreendimentos.

– Então, o que achaste dela? – enchendo-se de coragem perguntava o irmão. – Não é má pois não?

– Não é má,  –  respondeu Ele. – É um pouco estranha.

– Não, é só porque nela não é de cá, não está acostumada ainda. Mas pelo menos ainda sabe cozinhar.

– O quê, cozinhar? – surpreendeu-se Ele.

– Sim, sal, açucar, pimenta preta, – sofrendo de vergonha pronunciou o irmão. – eu não percebo lá muito disso.

Entretanto de algumas janelas simultâneamente dispararam metrelhadoras, a multidão domingueira começou-se a movimentar-se rapidamente, a fazer barulho e a correr. Ele lebrou-se que de manhã na rádio tiha ouvido o locutor a anunciar algo sobre unmas demonstrações do melhor batalhão de atiradores do país e convidou todos a virem assistir ao trabalho destes rapazes que não temem em dispensar tempo e forças para educar em si as qualidades de verdadeiros protectopres da pátria.

As pessoas corriam, algumas caíam, torciam dsiaparatadamente os pescoços, outras paravam e sentavam-se silenciosamente no asfalto, atraídos pela visão do sangue que escorria dos seus corpos. Sbitamente dos altifalantes pendurados  nas paredas dos prédios começou a soar uma marcha. Tudo isto provocava um tal alarido, que Ele e o irmão mal se conseguiam aouvir. O irmão esbugalhou os olhos à desenho animado  e olhando para Ele aterrorizado, tapou os ouvidos com os dedos. Ele encolheu os ombros, e dando um pontapé numa malainha de senhora, empurrou com a palma da mão a porta, onde dizia:

“RESTAURANTE COMANDANTE”

não abrimos cedo, de manhã

Passado uma hora eles saíram do restaurante e sacando cada um , de um cigarro, sentaram-se num velho banco de jardim pintado de branco, todo escrito com nomes, e números de telefone. A palavra mais frequente das inscrições feitas no banco era a palavra “mão”, algumas vezes estava mesmo acompanhada com uma ilustração dessa mesma parte do corpo. De repente Ele reparou entre as suas pernas uma estranha inscrição, provavelmente codificada, as letras V, A, a imagem de um quadrado, a letra G e um triânguilo, depois da inscrição estava escrito Ela. Ele tirou a agenda e registou tudo, depois com um canivete recortou a inscrição e sobre a medeira fresca no local do corte ecreveu cudadosamente “mão.

O irmão olhou para o relógio, começou a ficar preocupado.

– Desculpa tenho assuntos, está na hora, telefona-me no final da semana. – Ao pronunciar a palavra “semana” ele começou a tossir. Mostrando através de gestos que não consegue falar mais, ele vasculhou dentro do bolço, tirando de lá uma nota amarrotada, endireitou-a cuidadozamente e colocou na Sua cabeça. Depois aperotou-Lhe apressadamente a mão e dirigiu-se  para a paragem de taxi. Só que, o asfalto sob  os seus pés começou a resvalecer, e o irmão que, a cada passo se afundava mais, acabou por ficar completamente preso. Ele mirou durante algum tempo as largas costas do irmão, surpreendendo-se o quanto mais apresentavel era o seu aspecto, em seguida levantou-se e com um andar de turista entediado dirigiu-se “para onde olhavam os olhos”.

– Que estranho , – pensava Ele, olhando para as pessoas – na cabeça de cada uma delas existe um cerebro idêntico ao meu, algumas sofrem com problemas semelhantes aos meus, algumas procuram respostas as mesmas perguntas, alguém pode já as ter encontrado.

Ele fixava tensamente as faces, mas todas as faces eram muito idênticas acabndo por se solverem todas numa só face, numa grande face de criança, onde ele surpreendentemente reconheceu a Sua própria face com doze anos de idade, como Ele tinha ficado captado numa das suas velhas fotografias. Após ter ficado a observá-la durante alguns segundos, Ele empurrou a face com a palma da mão e ela desfez-se em milhares de faces que, ora sorriam, ora se trasformavam em expressões de ira, ora tomavam uma expressão de indiferênça e goso.

Capitulo 3

Ele contornou a esquina e seguiu em frente; vendo uma loja de calçado, Ele lebrou-se que precisava de comprar umas botas. A entrada da loja estava cobertas com folhas de platano amarelas. O vendedor impecavelmente vestido com o emblema da loja bordado na manga da camisa, fabricou um sorriso profissional, ouviu-o com atenção, e escaranfunchou algo com um prego no pulso esquerdo desaparecendo em seguida atrás do balcão.

– Será que estas servem? – perguntou o vendedor emocionado, colocando sobre o balcão uma  caixa de cartão. – São o último modelo.

As botas eram realmente boas. Pretas, sem salto, mas com uma sola resistente e larga, estavam cobertas de pin’s e transmitiam um aspecto de resistência e requinte.

– Não deixam passar água? perguntou ele sériamente. – Deixa cá experimentar.

Agarrando vertiginosamente nas botas, ele correu para o outro lado do estabelecimento, onde ainda à entrada tinha reparado num lavatório e numa torneira. O vendedor que se atirou atrás Dele tropeçou e caíu no chão.

– Ali não há água! – suplicou o vendedor estendendo os braços na Sua direção. – Palavra de honrra, não há água.

– Se não há, então não há, – disse Ele. – Eu levo sem experimentar.

O vededor levantou-se esfregando o joelho magoado. Ele reparou que curiosamente o vendedor não se tinha sujado apesar de, o chão estar coberto por neve suja e derretida trazida por uma infindavel quantidade de pés. Ele sentou-se, tirou as suas botas velhas, atou-as, uma a outra, com os atacadores e, rodando-as por cima da Sua cabeça, atirou-as para o vendedor. As botas enrolaram-se no pescoço do vendedor, e este, soltando um gemido, caiu novamente e pós alguns movimentos convulsivos, por fim, parou. Ele calçou as botas novas, levantou-se e tirou da cabeça a nota que se tinha embaraçado entre os Seus cabelos. Em seguida rasgou um bocado do meio da nota, debruçou-se sobre o corpo e enfiou no buraco que se formou, a ponta do nariz do vendedor. Olhando de relance para a a sua mão involuntariamente poisada no chão ele viu arranhadelas preenchidas de sangue da palavra “mão”. Depois Ele afastou-se alguns passos, olhou para o quadro em geral e saíu.

Tendo caminhado alguns quarteirões em direcção ao centro da cidade, Ele sentiu sede e entrou num daqueles inúmeros cafés pequeninos, que trabalhando em regimes diferenntes conseguem abastecer a população da cidade de café e de sandes praticamente 24 por 24. Tal como ele esperava o café estava quase vazío. A única fonte de luz era uma grande janela de vidro esverdiado que ia quase, do chão até ao tecto. Ele aproximou-se do balcão e pediu um café. Voltando-se para o barulho da porta que se abria, Ele viu, que tinha entrado no café uma rapariga. Olhando para os lados ela aproximou-se Dele e perguntou:

– Como posso encontrá-lo, a Ele?

– Sou eu, – Respondeu Ele.  – E quem sois vós?

– Eu sou Ela,  – disse Ela. – Eu amo a Ele.

Estranho,-  pensou ele, e ganhando balanço, saltou para o atraente verde da janela. Caindo, juntamente com o tilintar dos vidros partidos, Ele ouviu, que no seu interior nascia um novo coração.

capitulo 4

Anoitecia. As ruas já estavam escuras. Ele ia, lambendo o lábio ferido duante a queda, e as luzes dos candeeiros faziam a sua sombra, ora curta ora impensavelmente longa. os poucos transeuntes, encolhiam-se contra as paredes dos prédios, apressando-se para chegarem depressa junto das suas famílias, aos confortáveis ecrans das televisões e aos cómodos cadeirões com uma almofada carinhosamente colocada. De repente ele parou e escutou atentamente. Algures ao longe ouvia-se o ladrar dos cães e os seus gritos roucos:

– Ele! Ele! Ele!

Ele sentiu que juntamente com o ar fresco da noite um terror preenchia o seu peito, e correu nervoso pela rua à procura de um taxi. Por fim um dos carros parou.

– Tem flores? – perguntou o motorista, observando desconfiado a cara arranhada e as calças rasgadas.

– Tenho, tenho, rápido,  – pronunciou Ele, ofegante e sentou-se no banco detrás.  – Para casa!

O motorista sorriu maliciosamente despindo as gengivas, o carro deu meia volta e avançou pelas ruas nocturnas. Olhando cautelosamente pela janela, ele via grupos de pessoas armadas, que revistavam os prédios e diversos cantos escuros.

– Pois claro, é a Caça, – pensou Ele. – Começou a Caça.

E subitamente Ele entendeu, que não está minimamente preparado para morrer: exactamente agora a vida tinha se tornado para Ele surpreendentemente importante., e que na sua vida nada coincide, e que devem ser muito felizes aqueles aqueles que conseguem alcançar nem que seja uma mínima coincidência…

Ele puxou um cigarro, puxou gananciosamente o fumo e de um momento para o outro acalmou-se totalmente. Parando o taxi a meio do caminho e dando ao motorista rosado de satisfação um ramo amachucado de lírios de maio, Ele seguio assobiando, pela rua.

– Por alguma razão, as pessoas repetem sempre os mesmos erros e por vezes mesmo sabendo que estão a cometer um erro, ainda assim cometem-no e de seguida começão logo a lamentar-se. Por que razão é que toda a experiência prática acumulada pela humanidade por milhares de anos de evolução, afinal parece ser tralha absolutamente desnecessária, – reflectia Ele, olhando distraido para os lados.

Capitulo 5

Todas as pessoas que vinham ao Seu encontro, estavam completamente embriegadas, o riso e os soluços sufocavam-nas, as lágrimas enchiam os seu olhos alegres. Elas cambaleavam, caíam, abraçavam-se umas às outras gritando. Algumas adormeciam logo ali caídas em terra. Os cães-salvidas, zelavam por elas atentamente, se alguma pessoa caísse numa poça demasiado profunda ou na linha do eléctrico, um dos cães saía do seu abrigo e arrastava-a para um local mais seguro. Nas coleiras dos cães brilhava embaciado o símbolo da segurança nacional.

Passando perto de uma cábine telefónica, mal iluminada, Ele reparou algo estranho. Afastando bruscamente uma pessoa que dormia encostada à cabine, Ele abriu a porta que rangia e viu, na caixa do telefone, em vez de números – letras e figuras geométricas. Ele tirou a agenda e marcou o número: V, A, quadrado, G, triângulo, e quase de seguida ouviu uma voz alegre:

És Tu?

É Ele?

És Tu?

É Ele

Leningrad, Kotelnaya, 19 de Fevreiro 1987

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